fbpx

Cientistas usam DNA sintético para acelerar produção de vacinas de gripe

Blog

Vacinas chegaram perto de erradicar a poliomielite e a varíola. Mas contra algumas doenças, como a gripe, a estratégia não tem sido tão efetiva. Isso se deve em grande parte à demora na produção de novas vacinas para os diferentes tipos de vírus da gripe, que sofrem mutações e eventualmente trocam de hospedeiros.

Todos os anos são feitas novas vacinas para a gripe, num processo longo que inclui isolar e clonar o vírus. Pensando em acelerar a confecção das vacinas, pesquisadores da farmacêutica Novartis e do Instituto J. Craig Venter, em Rockville, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova técnica. Ela consiste em sintetizar DNA com base em informações sobre a sequência genética do vírus que podem ser transmitidas pela internet. A partir do DNA sintético, os pesquisadores podem produzir a vacina em pouco tempo.

Produção acelerada – No estudo, os pesquisadores receberam de uma agência de pesquisa governamental informações sobre parte do código genético de um vírus da gripe que eles não conheciam – tratava-se de um tipo do vírus H7N9, da gripe aviária. Com base nesses dados, eles conseguiram desenvolver uma vacina para o vírus em apenas uma semana.

Os pesquisadores enviaram a vacina para o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que confirmou que as partes principais do vírus necessárias para provocar uma resposta imune presentes na vacina eram iguais às do vírus “real”. A vacina foi testada em furões, que são utilizados como modelos para a gripe humana, e provocou a reação imune esperada.

De acordo com os autores, apesar de ser uma tecnologia promissora, a técnica ainda precisa ser mais estudada antes de ser tornar viável para um uso em grande escala.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Synthetic Generation of Influenza Vaccine Viruses for Rapid Response to Pandemics

Onde foi divulgada: periódico Science Translational Medicine

Quem fez: Philip R. Dormitzer, Pirada Suphaphiphat, Daniel G. Gibson, David E. Wentworth, Timothy B. Stockwell, Mikkel A. Algire, Bin Zhou e J. Craig Venter

Instituição: Instituto J. Craig Venter, em Rockville, nos EUA

Resultado: Os pesquisadores conseguiram desenvolver um vírus para uma vacina da gripe em apenas uma semana, a partir de informações sobre parte do código genético de um vírus. Eles utilizaram enzimas para sintetizar DNA de forma a reproduzir a sequência do vírus. Esse material genético foi colocado dentro de células, que produziram a vacina. Testada em furões, a vacina provocou a reação imune esperada.

Post anterior
Santa Catarina é o Estado que mais vacinou contra a gripe no Brasil
Próximo post
Gestantes foram as que menos tomaram vacina em Santa Catarina

Posts Relacionados

Nenhum resultado encontrado.
Menu