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GSK e MSD cortam nos preços das vacinas contra o HPV para os países mais pobres

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A GlaxoSmithKline (GSK) e a MSD (conhecida nos EUA como Merck & Co.) acordaram esta semana reduzir o preço das suas vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) Cervarix® e Gardasil® para menos de 5 dólares por dose no âmbito de um compromisso com a GAVI Alliance (Aliança Mundial para Vacinas e Imunização) para ajudar a proteger mulheres contra o cancro do colo do útero nos países mais pobres do mundo, avança o site FirstWord.

A GlaxoSmithKline irá reduzir o custo da Cervarix® para 4,60 dólares por dose, enquanto a MSD disse que espera fornecer cerca de 2,4 milhões de doses da Gardasil® a 4,50 dólares por dose entre 2013 e 2017.

Nina Schwalbe, directora de política e desempenho da GAVI, referiu que o preço das vacinas representa um desconto de mais de 95 por cento em relação aos preços praticados nos EUA, acrescentando que o primeiro programa-piloto de vacinação começará no Quénia para meninas com idades entre os 9 e os 13 anos ainda este mês, seguido por outros sete países, incluindo o Níger, Gana e Tanzânia. A organização acrescentou que um programa de vacinação completo será implementado em Ruanda no início do próximo ano.

O CEO da GAVI, Seth Berkley, disse que ” existe uma grande lacuna actualmente entre as raparigas em países ricos e pobres”, acrescentando que “com os programas da GAVI, podemos começar a preencher essa lacuna para que todas as meninas possam ser protegidas contra o cancro do colo do útero, não importando onde nascem”. Berkley indicou que a organização pretende vacinar mais de 30 milhões de meninas em 40 países até 2020.

Apesar da redução de preço, Kate Elder, assessora de política de vacinas dos Médicos Sem Fronteiras, disse que “o preço é injustificadamente elevado e vai acrescentar aos custos crescentes de vacinação já enfrentados pelos países de baixa renda”. A responsável referiu que “apesar de o acordo ser uma redução do preço pago pelos países desenvolvidos, ainda vai custar quase 14 dólares para proteger totalmente uma menina contra o HPV – um preço que é muito alto para os países mais pobres do mundo”. No entanto, Mark Feinberg, director de ciências da saúde-pública da MSD, argumentou que os Médicos Sem Fronteiras não estão a ter em conta “quão caro é para uma empresa desenvolver e fabricar vacinas e disponibilizá-las de forma substancial em quantidades elevadas num ambiente altamente regulado”. A farmacêutica sugeriu que iria fornecer vacinas adicionais a um preço menor no futuro, se volumes maiores forem encomendados.

A GlaxoSmithKline e a MSD acordaram previamente oferecer vacinas contra o rotavírus com redução de preços para as nações em desenvolvimento através da GAVI.

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